22 fevereiro, 2010

"SABOR DA DESPEDIDA"

Estreia na RTP 2, dia 27 de Fevereiro, pelas 21 horas, o documentário "Sabor da Despedida". Um documentário sobre a construção da Barragem do Baixo Sabor e consequente fim do último rio selvagem do país.

fonte: LPN-Liga para a Protecção da Natureza

(agradeço a quem me enviou informação ;))

16 fevereiro, 2010

impactos nas nossas paisagens


Em continuidade ao post anterior, decidi resumir minimamente, um tema que tem muito que dizer, ou aprofundar.

Os processos de reciclagem de matéria como aterros (p.ex.), e os processos de extracção de energias como barragens e centrais eólicas (p.ex), geram impactos ambientais em zonas naturalizadas tornando impossível no futuro recuperar ao que eram estas paisagens.

E quando chegar a “moda” de viver no interior do país, ter espaços agrícolas e retomar ao que fomos em tempos?...só aí se vai pensar nas consequências das medidas tomadas, quando não houver nada a fazer?

Como primeiro exemplo, apenas como anotação - aterro sanitário de Lazarim, em Lamego – a destruição de uma paisagem natural para implementar um aterro – a alta altitude que não beneficia a decomposição, com proximidade de nascentes e linhas de água, entre muitos outros contras. A população revoltou-se, protestou, mas nada consegui.

O segundo exemplo é sobre a barragem de Fridão, um exemplo que conheço com mais pormenor, mas acredito que semelhantes existirão. Mais uma vez, o estudo de impacto ambiental foi passado ao de leve, e menosprezados todos os principais contras que esta infra-estrutura trará na envolvente próxima.

“a barragem programada para Fridão, virá a repercutir-se-á de forma irreversível e devastadora na cidade de Amarante, a nível das condições de vida, da qualidade da água para consumo, do regime e amplitude das cheias e sua incidência na segurança dos residentes, da completa destruição do revestimento vegetal das margens e ínsua dos frades, das praias fluviais, dos percursos pedonais beira-rio, da descaracterização radical da paisagem, com a irreversível rotura do diálogo harmónico da moldura ambiental com o conjunto monumental e histórico da ponte e Igreja de S. Gonçalo - uma trilogia âncora de uma economia exclusivamente virada para o turismo - como se tudo isso fosse tara sem valor e de somenos importância." (in http://www.petitiononline.com/PASB2008/petition.html)

Será que todas estas medidas “futuristas” valerão a destruição da nossa paisagem natural e cultural? E a opinião de quem conhece, mora e vive nestes locais, apenas conta para votos?...

SABIA QUE...O governo, aprovou a construção de 5 barragens hidroeléctricas na bacia do Tâmega, a montante da cidade de Amarante. A barragem de Fridão, ficará a cerca de 6 quilómetros. O documento que sustenta esta decisão não faz qualquer referência aos impactes da construção da barragem e em particular relativamente ao património ambiental histórico e paisagístico da cidade de Amarante (in http://poramarantesembarragens.blogspot.com)

Para os mais interessados, poderão consultar o site da petição contra as barragens no Tâmega: http://www.petitiononline.com/PABA/petition.html

O consultar o relatório síntese do impacto ambiental, assim como mais informações no site: http://poramarantesembarragens.blogspot.com

fonte imagem: http://cidadaniaparaodesenvolvimentonotamega.blogspot.com/


08 fevereiro, 2010

Gado e hortas essenciais nas cidades


Cidades, agricultura e pastorícia não são uma antítese. Mas o betão e o alcatrão estão a ganhar terrenoCidades, agricultura e pastorícia não são uma antítese. Mas o betão e o alcatrão estão a ganhar terreno.

Criação de cavalos no centro de Lisboa - mesmo que um dos animais fuja, como aconteceu na madrugada da passada terça-feira - ou o rebanho que cruza uma aldeia entre o redil e a pastagem, passando pelo meio dos moradores, têm um significado muito semelhante para o arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles: "São as nossas origens agrícolas, que, infelizmente, estão tão esquecidas. A agricultura urbana deveria ter integração obrigatória no planeamento urbano, e o gado e a pastorícia são peças fundamentais nesse processo", alerta.

Segundo Ribeiro Telles, Portugal regista um "atraso secular" nesta matéria, o que está a provocar, garante, o despovoamento das aldeias e consequente procura dos subúrbios das grandes cidades, com elevadas concentrações humanas. Loures e Estoril, onde ainda resistem alguns pastores, depois de debandada geral das últimas décadas, são exemplos de desertificação apontados pelo arquitecto às portas de Lisboa. "Embebedamo-nos com problemas como o TGV, sem nos apercebermos da gravidade em que caiu o nosso abastecimento", insiste, defendendo que os animais domésticos "têm de ter cabimento nas nossas cidades, vilas e aldeias".

E não interessa se são "cavalos, ovelhas, galinhas ou porcos". Nem tão-pouco se atravessam aldeias, estradas ou cidades. "Os animais dão vida, porque uma terra que tenha animais, tem pastoreio, tem casas habitadas, tem escolas e futuro. Hoje só vemos velhos nas aldeias, escolas fechadas e os caminhos por onde o gado passa totalmente destruídos. Estamos a criar um deserto para viabilizar a monocultura industrial do eucalipto e do pinheiro", lamenta.

Para Ribeiro Telles, não é por acaso que as universidades americanas há muito que debatem o problema da agricultura urbana, que começou a disseminar-se por toda a parte. "É triste, mas nós não conhecemos nada desta realidade. Há quem defenda que a cidade e Lisboa não comporta vegetação e agora até há o perigo de aparecerem as casas ecológicas com telhados cobertos de plantas para haver mais espaço para construção em massa", diz o especialista.

O arquitecto admite que o debate em Portugal sobre a recuperação do pastoreio nas cidades "está mais do que feito". Porém, dá um exemplo de como todos os argumentos têm caído em saco roto: "Quando se quer promover uma parcela de terreno, põe-se uma menina bonita ao lado", refere, lamentando que ninguém invista num outdoor com os utilizadores da paisagem, que seriam os pastores. Chegámos ao cúmulo de ver placas à beira da estrada afixadas nas melhores várzeas do país", aponta.

20 janeiro, 2010

Ano novo...vida nova!

2010 começou atarefado, mas promete ser um ano em grande para o Land2scape.

Estou actualmente com alguns trabalhos em curso (não só projectos, mas ideias e textos novos a serem trabalhados) que espero poder partilhar em breve.

No entanto, relembro a disponibilidade para aceitar novos projectos (de espaços verdes), neste fervilhar de ideias e boas inspirações de início de ano.

bom ano para todos e até breve

23 dezembro, 2009


Um Feliz Natal...e um bom 2010 (mais verde :) )

11 dezembro, 2009

Alterações Climáticas – Cimeira Europeia

Custos para reduzir emissões são agora muito mais baixos. A Europa tem de acordar e chegar a acordo.

A Quercus e as outras ONGs Europeias presentes em Copenhaga exigem um maior empenho da União Europeia nas negociações climáticas e para isso é necessário que a Europa “acorde”. Os pontos fundamentais sobre os quais a União Europeia, na Cimeira em Bruxelas a ter lugar amanhã e sexta-feira (10 e 11 de Dezembro), com Primeiros-Ministros ou Chefes de Estado, precisa de melhorar ou clarificar as suas posições são:

1. Meta de redução. A UE tem de actualizar o seu objectivo de redução para 2020. A recessão económica fez reduzir drasticamente os custos de atingir uma redução de 30% de emissões de gases de efeito de estufa, ou de um objectivo ainda mais elevado. Neste momento, o objectivo de redução de 20% representa pouco mais do que a continuação da tendência de crescimento actual. Uma verdadeira liderança europeia forte, aqui em Copenhaga, significa um acordo numa redução de pelo menos 40% em 2020, em relação a 1990. Só assim a Europa está em linha com o que a ciência afirma ser necessário para ficar abaixo de um aquecimento global inferior a 2 graus Celsius.

Clareza na contabilização das metas. A UE tem de assegurar clareza na definição da base de contabilização das emissões no sector de Uso do Solo, Alterações do Uso do Solo e Floresta (LULUCF, da sigla em inglês) e que essa base reflicta as emissões reais para a atmosfera.

A UE tem de acordar numa solução para o excedente das Unidades de Quantidade Atribuída (AAUs) (excedentes de direitos de emissão em alguns países desenvolvidos) que não ponha em causa a integridade das metas dos países industrializados no próximo regime climático pós-2012.

2. Financiamento. Apenas promessas de financiamento para curto prazo não são suficientes. Nesta Cimeira a UE tem de dizer qual vai ser a sua parte do novo e previsível financiamento a partir de 2013.

Clareza no financiamento. Este financiamento à ajuda climática nos países em desenvolvimento tem de ser novo e adicional em relação aos compromissos já assumidos de Ajuda ao Desenvolvimento (pelo menos 0,7% do PIB).

Esperamos que a Cimeira de Copenhaga, que já decorre desde segunda-feira, inspire a Cimeira de Chefes de Estado em Bruxelas a acontecer nos últimos dias desta semana, constituindo um passo fundamental para determinar as posições da UE aqui em Copenhaga.


06 dezembro, 2009

Parque Temático de Energias Renovaveis

Em Outubro, abriu as suas portas o primeiro parque temático de Energias Renováveis do País.
O Parque Urbano de Santa Iria da Azóia, em Loures (Lisboa) foi criado no ano 2000, onde se localizava o aterro da ValorSul que funcionou entre 1988 a 1996. Desde 2006 que já se encontrava neste espaço uma horta solar – projecto impulsionado pelo Gabinete Técnico Florestal da Câmara de Loures.
"Sempre foi nossa intenção depois deste projecto da Horta Solar alargar a área de sensibilização ambiental, essencialmente direccionado para as crianças que têm oportunidade de contactar com as diferentes formas de utilização das energias renováveis."
Vereador do Ambiente da autarquia, João Galhardas.
Espalhados pelos 24 hectares, encontram-se moinhos de vento, aerogeradores e painéis solares, em funcionamento que demonstram todo o processo de recolha e transmissão de energia.
“No domínio da energia solar o parque terá painéis fotovoltaicos, e quanto à energia eólica, foi construído um moinho de vento típico. Nas cabanas do PTER, alimentadas por aerogerador e painéis solar fotovoltaicos.”
Para complementar este Parque Temático, uma mini-hidraulica instalada no pequeno lado do Parque Urbano irá produzir energia eléctrica.
Estes equipamentos permitem a interacção do utilizador podendo carregar telemóveis, leitores mp3 ou computadores.
"Um dos exemplos do aproveitamento energético que se faz, é a água quente das casas de banho que é aquecida pela energia transmitida por um painel solar"

fonte: www.portal-energia.com