20 janeiro, 2010

Ano novo...vida nova!

2010 começou atarefado, mas promete ser um ano em grande para o Land2scape.

Estou actualmente com alguns trabalhos em curso (não só projectos, mas ideias e textos novos a serem trabalhados) que espero poder partilhar em breve.

No entanto, relembro a disponibilidade para aceitar novos projectos (de espaços verdes), neste fervilhar de ideias e boas inspirações de início de ano.

bom ano para todos e até breve

23 dezembro, 2009


Um Feliz Natal...e um bom 2010 (mais verde :) )

11 dezembro, 2009

Alterações Climáticas – Cimeira Europeia

Custos para reduzir emissões são agora muito mais baixos. A Europa tem de acordar e chegar a acordo.

A Quercus e as outras ONGs Europeias presentes em Copenhaga exigem um maior empenho da União Europeia nas negociações climáticas e para isso é necessário que a Europa “acorde”. Os pontos fundamentais sobre os quais a União Europeia, na Cimeira em Bruxelas a ter lugar amanhã e sexta-feira (10 e 11 de Dezembro), com Primeiros-Ministros ou Chefes de Estado, precisa de melhorar ou clarificar as suas posições são:

1. Meta de redução. A UE tem de actualizar o seu objectivo de redução para 2020. A recessão económica fez reduzir drasticamente os custos de atingir uma redução de 30% de emissões de gases de efeito de estufa, ou de um objectivo ainda mais elevado. Neste momento, o objectivo de redução de 20% representa pouco mais do que a continuação da tendência de crescimento actual. Uma verdadeira liderança europeia forte, aqui em Copenhaga, significa um acordo numa redução de pelo menos 40% em 2020, em relação a 1990. Só assim a Europa está em linha com o que a ciência afirma ser necessário para ficar abaixo de um aquecimento global inferior a 2 graus Celsius.

Clareza na contabilização das metas. A UE tem de assegurar clareza na definição da base de contabilização das emissões no sector de Uso do Solo, Alterações do Uso do Solo e Floresta (LULUCF, da sigla em inglês) e que essa base reflicta as emissões reais para a atmosfera.

A UE tem de acordar numa solução para o excedente das Unidades de Quantidade Atribuída (AAUs) (excedentes de direitos de emissão em alguns países desenvolvidos) que não ponha em causa a integridade das metas dos países industrializados no próximo regime climático pós-2012.

2. Financiamento. Apenas promessas de financiamento para curto prazo não são suficientes. Nesta Cimeira a UE tem de dizer qual vai ser a sua parte do novo e previsível financiamento a partir de 2013.

Clareza no financiamento. Este financiamento à ajuda climática nos países em desenvolvimento tem de ser novo e adicional em relação aos compromissos já assumidos de Ajuda ao Desenvolvimento (pelo menos 0,7% do PIB).

Esperamos que a Cimeira de Copenhaga, que já decorre desde segunda-feira, inspire a Cimeira de Chefes de Estado em Bruxelas a acontecer nos últimos dias desta semana, constituindo um passo fundamental para determinar as posições da UE aqui em Copenhaga.


06 dezembro, 2009

Parque Temático de Energias Renovaveis

Em Outubro, abriu as suas portas o primeiro parque temático de Energias Renováveis do País.
O Parque Urbano de Santa Iria da Azóia, em Loures (Lisboa) foi criado no ano 2000, onde se localizava o aterro da ValorSul que funcionou entre 1988 a 1996. Desde 2006 que já se encontrava neste espaço uma horta solar – projecto impulsionado pelo Gabinete Técnico Florestal da Câmara de Loures.
"Sempre foi nossa intenção depois deste projecto da Horta Solar alargar a área de sensibilização ambiental, essencialmente direccionado para as crianças que têm oportunidade de contactar com as diferentes formas de utilização das energias renováveis."
Vereador do Ambiente da autarquia, João Galhardas.
Espalhados pelos 24 hectares, encontram-se moinhos de vento, aerogeradores e painéis solares, em funcionamento que demonstram todo o processo de recolha e transmissão de energia.
“No domínio da energia solar o parque terá painéis fotovoltaicos, e quanto à energia eólica, foi construído um moinho de vento típico. Nas cabanas do PTER, alimentadas por aerogerador e painéis solar fotovoltaicos.”
Para complementar este Parque Temático, uma mini-hidraulica instalada no pequeno lado do Parque Urbano irá produzir energia eléctrica.
Estes equipamentos permitem a interacção do utilizador podendo carregar telemóveis, leitores mp3 ou computadores.
"Um dos exemplos do aproveitamento energético que se faz, é a água quente das casas de banho que é aquecida pela energia transmitida por um painel solar"

fonte: www.portal-energia.com

24 novembro, 2009

CRIAR BOSQUES

“Um homem terá pelo menos dado a partida para a descoberta do sentido da vida humana quando começar a plantar árvores frondosas sob as quais sabe muito bem que jamais se sentará.” D. Elton Truebood

O tema que se segue encontra-se relacionado com o tema de reciclagem das rolhas. Aconselho uma leitura mais aprofundada e uma visita ao site que se encontra com informação muito útil nomeadamente para que trabalhe ou se interesse pela nossa floresta.

“É hoje reconhecido o papel fundamental que as florestas têm na conservação do solo, na regulação do clima e do ciclo hidrológico, enquanto suporte de biodiversidade, sumidouro de CO2 e na produção de matérias-primas fundamentais à nossa vida quotidiana.

Em Portugal, grande parte da floresta natural desapareceu ou está muito alterada, sendo já raras algumas das nossas árvores autóctones. Para tal tem contribuído a adopção de modelos silvícolas baseados na simplificação dos ecossistemas florestais, reduzindo-os a meros conjuntos de árvores alinhadas da mesma espécie, grande parte das vezes exóticas de rápido crescimento.”

“CRIAR BOSQUES é um projecto da Quercus que visa criar e cuidar de bosques de espécies autóctones, árvores e arbustos originais da flora portuguesa. Através da colaboração com várias entidades e voluntários colhem-se sementes que germinamos em plantas, plantam-se árvores, cuidam-se de bosques, recupera-se a floresta portuguesa. “

Objectivos do CRIAR BOSQUES:


· Reproduzir árvores e arbustos autóctones, nomeadamente algumas espécies raras ou ameaçadas de extinção;
· Restabelecer o coberto arbóreo e arbustivo autóctone em áreas públicas e privadas, através da plantação/sementeira e do aproveitamento da regeneração natural;
· Disponibilizar plantas autóctones produzidas em viveiro para utilização em projectos de carácter conservacionista;

· Desenvolver uma componente de educação ambiental, designadamente através da criação de parques botânicos de espécies autóctones em espaços públicos e privados;
· Envolver entidades públicas e privadas no desenvolvimento do projecto através de acções que evidenciem a sua cultura de responsabilidade ambiental.

50.224 árvores e arbustos autóctones plantados em 2008/2009!

in: http://criarbosques.wordpress.com/










23 novembro, 2009

GREEN CORK – Reciclagem de Rolhas de Cortiça

Aqui fica mais um contributo que cada um de nós pode dar no combate à perda de biodiversidade.

Comece já a separar as rolhas de cortiça em sua casa! Coloque um cartaz e um rolhinhas na entrada do seu prédio! Convide os restaurantes da sua zona a separarem as rolhas de cortiça! Pode começar já a fazer a recolha de rolhas em sua casa, pode usar garrafões de água vazios (ver imagem em baixo), frascos, caixas de cartão, sacos ou outros recipientes para começar a recolha de rolhas e depois podem ir entregá-las a um hipermercado Continente, a um centro comercial Dolce Vita ou num agrupamento local do Corpo Nacional de Escutas. “


Contribua para este projecto que a todos beneficia, cada rolha é um contributo seguro para a plantação de mais uma árvore, para um ar mais limpo, para um ambiente melhor.


“O GREEN CORK é um Programa de Reciclagem de Rolhas de Cortiça desenvolvido pela Quercus, em parceria com a Corticeira Amorim, a Modelo/Continente e a Biological. Tem como objectivo não só a transformação das rolhas usadas noutros produtos, mas, também, com o seu esforço de reciclagem, permitir o financiamento de parte do Programa “CRIAR BOSQUES, CONSERVAR A BIODIVERSIDADE”, que utilizará exclusivamente árvores que constituem a nossa floresta autóctone, entre os quais o Sobreiro, Quercus suber.


O projecto foi construído tendo por base a utilização de circuitos de distribuição já existentes, o que permite obtermos um sistema de recolha sem custos adicionais, que possibilita que todas as verbas sejam destinadas à plantação de árvores. Tudo isto sem aumentar as emissões de CO2!”


“As rolhas de cortiça recicladas nunca são utilizadas para produzir novas rolhas, mas têm muitas outras aplicações, que vão desde a indústria automóvel, à construção civil ou aeroespacial.”


Porquê reciclar rolhas de cortiça?


A rolha de cortiça faz parte da embalagem do vinho e tal como noutras embalagens em que as tampas ou vedantes são reciclados, a rolha de cortiça também deve ser. Sem esta reciclagem a rolha de cortiça não se pode defender a rolha de cortiça como um produto ecológico. Defendendo a rolha de cortiça estamos também a defender o montado de sobro e a biodiversidade que lhe é associada.
A matéria-prima cortiça, como produto natural (que necessita de um tempo longo de crescimento) é limitada, pelo que o seu reaproveitamento não diminui a utilização da cortiça que sai das árvores, mas permite a sua utilização em outros produtos. Não serão feitas novas rolhas a partir das usadas, as rolhas serão matéria-prima para a produção de outros materiais como isolamentos de construção que substituem e se tornam mais competitivos em relação aos seus equivalentes sintéticos menos amigos do ambiente.


Este projecto de reciclagem ajudará o ambiente de 3 formas:
1 – redução de resíduos
2 – defesa da rolha de cortiça como produto plenamente ecológico e consequente defesa do montado
3 – plantação de novas árvores (espécies mediterrânicas)


Dados importantes a salientar:

_ De acordo com o último Inventario Florestal Nacional – 2005-2006, da DGFR (Direcção-Geral dos Recursos Florestais ) - o Sobreiro - em povoamentos puros e mistos dominantes e jovens - ocupa 736 700 há - passando a ser primeira espécie em termos de área ocupada em Portugal, constituindo também a maior área de sobreiro do Mundo.


_Portugal ainda é o maior produtor mundial de cortiça – em apenas 8% do território nacional produz-se mais de 50% da cortiça ao nível mundial.
_A exportação de produtos de cortiça representa cerca de 3% do total das exportações nacionais e ronda os 900 milhões de euros anuais, o que faz do nosso País o maior exportador de cortiça e produtos de cortiça do mundo.

É a única actividade económica em torna Portugal como líder mundial.


_Só em termos de avifauna, existem nos montados mais de 120 espécies, algumas com estatuto vulnerável ou ameaçadas de extinção como : Águia de Bonelli, a Águia-imperial ou a Cegonha-preta.


_Também o Lince-ibérico ocorreu nos sobreirais e montados portugueses, e se existir no futuro a recuperação da sua população, poderá voltar a ocorrer em Portugal, dada a disponibilidade de habitat existente.


“Assim, torna-se fundamental que o Estado português defenda devidamente os montados de sobro promovendo o desenvolvimento sustentável e estratégico de um sector que é tão importante para a economia nacional, garantindo a perenidade deste ecossistema florestal.” Domingos Patacho


Se cada um pode ajudar…porque não contribuir?



in: http://greencork.wordpress.com/

14 novembro, 2009

o nosso jardim contibui para a biodiversidade...

Visto estarmos a cerca de mês e meio de 2010...que será o ano da biodiversidade, aqui fica uma pequena nota sobre a importância dos jardins privados, por mais pequenos que sejam.

"visitar" o nosso jardim e ir mantendo, não significa desestabiliza-l
o constantemente, pelo contrario, significa prolongar o equilíbrio e deixar que evolua saudavelmente.
"As folhas, os ramos e os troncos caídos de um bosque são nichos específicos para animais que enriquecem a diversidade biológica"
Deixar o jardim evoluir demasiado, sem manter o equilíbrio adequado vai levar a quebras que poderão alterar nichos e frustrar o desenvolvimento das plantas, especialmente se for em
épocas do ano como o Inverno, Primavera ou Verão.

O Outono é a altura adequada para reabilitar o jardim, ou reordenar o que deseje. Nesta época as plantas encontram-se em abrandamento vegetativo, algumas aves mudam de ninho e mesmo os animais invertebrados acalmam o seu ciclo de vida.
O tipo de vida animal de cada jardim vai depender da vegetação utilizada. A vegetação autóctone atrai mais aves p.ex. uma vez que se adapta melhor aos locais e preenche os requisitos de abrigo e habitat.
Os poucos "vazios" da malha urbana fazem dos nossos jardins os habitats perfeitos à vida animal. "Esse complemento do lar, o pequeno espaço verde, não é um luxo, é uma necessidade face à ligação estrutural e psicológica que todos temos com a natureza, sejam daqueles que desatam à bofetada a alguma vespa que voe perto ou dos que lhe estendam a mão a ver se pousa".

Quando não há espaço para um jardim, há sempre um mínimo que seja no terraço, varanda ou janelas.
As nossas cidades possuem maioritariamente edifícios...restando-nos a nível privado os terraços, varandas, janelas e mais comummente mas ainda pouco desenvolvidos (em Portugal, pelo menos) as coberturas verdes ou jardins verticais.
"Não é nada que a natureza já não tivesse sugerido: os muros rústicos dos campos cobrem-se de plantas espontâneas e tornam-se abrigos extraordinários para a vida selvagem"
Eindhoven, 2009


A fragmentação de habitats, levou ao isolamento, criando quase que "ilhas" de biodiversidade biológica, isto tudo devido à evolução cinzenta das cidades.
Ao reservar abrigo, agua e alimento no seu jardim estará
ajudar o ciclo das aves migratórias melhorando e promovendo a biodiversidade através do aumento do número de elementos sobreviventes da viagem.
"quando um pisco-de-peito-ruivo cantar numa destas manhãs, mesmo às escuras, no seu quarto, estará a colher os benefícios do apoio que der à natureza perto de si, com a noção de que o ser humano faz parte dela e esta só faz sentido com a maior diversidade possível" Jorge Gomes


fonte: Parques e vida selvagem, Outubro 2009